A masturbação é um tema cercado de tabus e desinformação que, muitas vezes, geram ansiedade desnecessária. Do ponto de vista urológico, a prática é considerada uma parte natural da sexualidade humana e, na maioria dos casos, não oferece riscos à saúde. Para esclarecer o assunto, reunimos os principais mitos que ainda circulam nos consultórios. 1. “Causa disfunção erétil ou infertilidade” Este é um dos mitos mais comuns. Não existe evidência científica de que a masturbação prejudique a capacidade de ter ereções ou que reduza a contagem de espermatozoides a longo prazo. O corpo produz esperma continuamente. A disfunção erétil, geralmente, está ligada a fatores vasculares, psicológicos ou hormonais, e não ao hábito em si. 2. “Afeta o tamanho ou a curvatura do pênis” A masturbação não altera a anatomia peniana. O tamanho é determinado geneticamente e a curvatura (quando patológica, como na Doença de Peyronie) surge por traumas ou cicatrizações internas, não pelo ato sexual solitário rotineiro. 3. “Prejudica a próstata” Pelo contrário. Alguns estudos sugerem que a ejaculação regular — seja por meio de relações sexuais ou masturbação — pode ter um efeito protetor. A teoria é que a “limpeza” frequente dos ductos prostáticos ajudaria a reduzir o acúmulo de substâncias potencialmente nocivas, podendo diminuir o risco de inflamações e até do câncer de próstata em certas faixas etárias.
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4. “Causa fraqueza física ou mental” A ideia de que a masturbação “consome energia vital” é puramente cultural. O gasto energético é mínimo e a liberação de hormônios como a dopamina e a ocitocina pode, inclusive, ajudar no relaxamento e na melhora da qualidade do sono. Quando a masturbação é uma preocupação? A prática só se torna um problema urológico ou de saúde se: Houver lesões físicas na pele ou tecidos por excesso de força. Tornar-se um comportamento compulsivo que interfere na vida social, profissional ou afetiva. Causar dor ou desconforto persistente. Dica do urologista: Conhecer o próprio corpo é fundamental. Se você notar qualquer alteração urinária, dor nos testículos ou feridas, procure um especialista para uma avaliação clínica completa. O diálogo aberto é o melhor caminho para uma vida saudável.